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DEFININDO O SABER PSICOLÓGICO Imprimir mensagem

enviado por ALESSANDRO em 27/7/2010 15:48:29

Aspas Em artigos de jornal e apresentações públicas, os psicólogos - de Emory, Harvard, Universidade de Texas e outras instituições - contestaram a validade de ferramentas de diagnósticos amplamente utilizadas, como o teste Rorschach que utiliza manchas de tinta. Além disso, eles questionaram a existência de memórias reprimidas de abuso sexual infantil e de doença de múltipla personalidade e atacaram o amplo uso de rótulos como "co-dependência" e "vício sexual".

Os questionadores também criticaram diversas terapias que estão na moda, incluindo o interrogatório do "incidente psicológico crítico" para vítimas de trauma, anulação dos sentidos do movimento do olho e reprocessamento - ou EMDR Reprocessamento através de Movimentos dos Olhos - e outras técnicas.

"Essas pessoas são como o Ralph Naders da psicologia", afirmou David Barlow, diretor do Centro de Ansiedade e Doenças Relacionadas da Universidade de Boston. As suas críticas refletem uma divisão crescente no campo entre pesquisadores, que confiam em julgamentos controlados e outros métodos estatísticos para determinar se uma técnica terapêutica funciona, e os profissioanais com prática clínica, que são muitas vezes guiados pela experiência clínica e intuição ao invés da evidência científica.

"Eu comecei a ficar muito preocupado com as terapias que eu via serem toleradas pelo nosso campo e, em alguns casos, sendo ativamente adotadas", disse Scott Lilienfeld, professor de psicologia que surgiu como o líder de fato do grupo.

Dr. Lilienfeld, que renunciou da associação psicológica em 2001, diz que muitos psicólogos clínicos não tem nenhum contato com descobertas científicas.

"Ao contrário do que ocorre na medicina, p. ex., onde os clínicos têm de estar informados dos mais recentes e confiáveis achados científicos de sua área." disse.

Um estudo, de acordo com o Dr. Lilienfeld, mostrou que a grande maioria de psicólogos atuando, não leu um único artigo de jornal científico em um mês e que alguns programas de doutorado em psicologia clínica há muito tempo não requererem mais o treinamento em pesquisa.

"Muitos clínicos, por não se reportarem à literatura científica, podem lançar mão de tratamentos inadequados e, em alguns casos, até mesmo perigosos," disse o Dr. Lilienfeld.

Fonte: The New York Times (http://www.nytimes.com/2004/03/09/health/psychology/09SKEP.html)
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