Três anos atrás, ela coordenou outra pesquisa, com um contingente menor e metade dos 87 itens levantados agora. Na época, foi financiada pela Pfizer, agora, pela Lilly. Não por acaso, os dois laboratórios -além da Bayer- têm no mercado drogas orais para disfunção erétil. Alguns dados da pesquisa explicariam porque há mais gente querendo fazer sexo do que fazendo. Por exemplo, 45,1% dos homens têm algum grau de disfunção erétil. Entre aqueles acima de 70 anos, 12,3% nunca têm ereção. Um quarto deles tem ejaculação precoce, um terço das mulheres sofre de dificuldade para atingir o orgasmo, outro terço relata problemas para se excitar e 17% têm dor na relação. Essas razões são agravadas pelos hábitos de vida. Cerca de um terço dos homens disse ter vida sedentária, comer mais do que o necessário ou trabalhar em excesso. Um quarto não descansa mesmo nas férias e dorme pouco. O estudo constata que o desejo não diminui com a idade. As mulheres com mais de 60 anos desejariam ter 2,5 relações por semana, embora tenham 0,9. Entre os homens da mesma idade, as desejadas são 3,5 e as realizadas, 1,8. Fonte: Folha de S.Paulo.
Rss