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Um estudo feito por pesquisadores canadenses sugere que odores agradáveis podem modular a percepção dolorosa. Essa modulação parece, no entanto, ser importante somente em mulheres. Os pesquisadores contaram com a participação de 40 voluntários saudáveis, metade de cada sexo, os quais foram submetidos ao teste nociceptivo que consistia na submersão de uma das mãos em água quente diversas vezes. Os mesmos foram orientados a retirar a mão quando não agüentassem mais a dor. Algumas vezes esse procedimento foi realizado enquanto os voluntários sentiam o cheiro de várias substâncias. Foi observado que somente as mulheres permaneceram mais tempo com as mãos submersas enquanto estavam sentindo odores agradáveis como cheiro de rosas. Em contraste, cheiros desagradáveis, como vinagre, elevaram levemente a intensidade de dor em todos os voluntários. Os resultados levaram os pesquisadores à sugestão de que o efeito de odores na percepção dolorosa pode envolver ativação de estruturas como o córtex frontal, o qual pode promover a interação entre odores e o processamento somatosensorial. (JMC)

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