No dia 18 de maio deste ano o estudante de Economia da FEA (Faculdade de Economia e Administração da USP) Felipe de Ramos Paiva foi morto durante uma tentativa de assalto na Cidade Universitária, em São Paulo. Um dos fatores que contribuiu para essa tragédia foi a ausência de um policiamento ostensivo dentro do campus, que até então era feito apenas pela Guarda do Campus que tem uma quantidade pequena de homens e isso tornava aquela região um local propício para a ação de bandidos.
O resultado direto dessa tragédia foi o aumento da presença de policiais militares no campus, uma reivindicação antiga.
Entretanto, os policiais começaram a incomodar alguns, digamos alunos, que se acharam no direito de fazer prevalecer a sua vontade de manter a policia longe em nome de uma tal "coletividade" que segundo falam é a vontade da maioria.
Dessa forma esses estudantes resolveram invadir a reitoria em protesto para que a Polícia Militar fosse mantida fora do campus, contrariando assim uma questão de segurança que é de todos.
Ora a USP possui um total aproximado de 90.000 alunos que frequentam todos os seus campi espalhados pelo estado de São Paulo. Só na Cidade Universitária devem frequentar cerca de 30.000 alunos. Os alunos baderneiros que invadiram a reitoria eram cerca de 70 e diziam representar o direito da coletividade!
O que torna tudo engraçado é que a atitude de protesto só ocorreu depois que dois alunos foram presos fumando maconha dentro do campus. Parece que a repressão a este hábito de tornou frequente depois que a policia se tornou mais presente e isso incomodou usuários e vendedores de drogas.
Com a palavra a mãe de Felipe: "Vi ontem uma mãe na delegacia chorando porque o filho estava preso, mas ele foi preso porque escolheu. Esses alunos, esses pais, parecem não ter noção do que é chorar por ter perdido um filho. Talvez, se tivesse policiamento, o meu Felipe não teria sido morto com um tiro na cabeça".
"Arrumaram quase R$ 40 mil para tirar da cadeia alunos que não queriam nem sair, enquanto faz seis meses que meu filho morreu e nunca ninguém de sindicato ou da USP deu sequer um telefonema para nós."
Acho que a atitude de risco alguns não deve ir contra o direito de todos de ter segurança. E o pior mascarado por ideologias questionáveis". Fica aí a dica de como alguns valores, até mesmo institucionais, estão mesmo subvertidos.