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CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE PARA O DESENVOLVIMENTO DAS NEUROCIÊNCIAS NA ATUALIDADE  por  ALESSANDRO  -  10/12/2012  -  13:33

Grande parte do que a neurociência estuda hoje em dia são fenômenos que a psicanálise, à sua maneira, procurou estudar e explicar um dia. Conceitos como consciência, inconsciência, sonhos, os processos de tomada de decisão, instintos (pulsões) ligados à sobrevivência, etc., hoje possuem suas bases biológicas relativamente bem descritas e conhecidas e são fenômenos pelos quais as neurociências se interessam muito.  Mas o que pode parecer hoje uma aproximação de interesses, nem sempre foi assim.


No seu início, a neurologia, a biologia e a medicina serviram de base para a construção da psicanálise. Basta lembrarmos que o termo “instinto” é emprestado da biologia. Devemos lembrar também que Freud era neurologista e da grande influência que teve, no início de sua carreira, de Jean-Martin Charcot e seus estudos sobre a etiologia neurológica da histeria, quadro com qual Freud se defrontou ao longo de toda a sua carreira. 


Entretanto, não interessava a Freud esse diálogo com sua origem médica. Para ele uma teoria do comportamento e que aludisse aos aspectos inconscientes ligados a ele, deveria fundar um campo de conhecimento totalmente novo e buscar se aproximar mais da filosofia e da psicologia do que das ciências biológicas. Assim, Freud precisou de muito esforço para operar uma ruptura da psicanálise com suas origens conceituais. Conseguiu!


Em paralelo, a medicina, a psiquiatria e a neurologia seguiram seus próprios caminhos e negligenciaram essa espécie de filha ingrata que, com seu conhecimento advindo da especulação teórica, não mais cabia no campo científico tradicional. Entretanto, devido aos grandes avanços da neurociência nas últimas décadas e mesmo apesar do aparente cansaço de alguns postulados originais de Freud, embora reinterpretados por alguns de seus mais recentes seguidores, que muitas vezes batiam de frente com as concepções científica em vigor, alguns contatos timidamente começaram a se insinuar entre neurociência e psicanálise. Seguem abaixo, alguns exemplos que evidenciam esta aproximação.


Atualmente com as modernas técnicas de neuroimagem, podemos ver como o cérebro funciona quando um indivíduo sonha e concebermos a base biológica para esse fenômeno tão importante para a teoria psicanalítica. Hoje, podemos dizer com embasamento neurocientífico que os sonhos contêm restos diurnos porque sabemos que eles lidam com informações da memória de trabalho que foram obtidas durante as horas anteriores de vigília. Além disso, o sono REM (estágio do sono e que sonhamos histórias) é um estágio de consolidação e armazenamento de informações diurnas, pois possui intensa atividade cortical intrínseca e sofre poucas influências externas. Provavelmente neste estágio do sono que o cérebro está organizando as informações assimiladas durante o dia. Estudos neurofisiológicos do cérebro durante o sonho demonstram, ainda, que há diminuição da atividade do córtex pré-frontal e aumento da ativação dos córtices sensoriais de associação. Este fato denota a ausência do controle executivo das percepções (função da primeira área) e o intenso processamento de informações sensoriais (função da última área) o que justificaria a ausência de coerência da narrativa onírica. Adicionalmente, a afirmação freudiana de que “sonhos são a satisfação de desejos inconscientes” possui respaldo na afirmação, plausível para os neurocientistas e behavioristas, de que os sonhos são capazes de organizar fragmentos de memórias de forma a simular expectativas futuras de recompensa e punição, que são mediadas pela dopamina.


Graças também às neurociências, hoje conhecemos bem o papel da amígdala e do hipocampo nas memórias explícitas e emocionais (implícitas), respectivamente, e entender um pouco como agem as áreas cerebrais responsáveis por fenômenos conscientes e inconscientes.  Alguns estudos neurofisiológicos mostram que o córtex pré-frontal (sede dos processos de tomada de decisão e planejamento das ações e da atenção voluntária) controla a supressão atencional de memórias por meio da desativação do hipocampo e da amídala. Isso explicaria porque pensamentos e emoções indesejadas podem ser reprimidos, se tornar inconscientes e influenciar a conduta de forma determinante. 


Num estudo neurofisiológico, publicado em 2003 e controlado por ressonância magnética funcional, foram mostradas imagens embaralhadas ao olho dominante de um paciente e imagens claras de um objeto ao olho não dominante durante frações de segundo, e em seguida fundiam-se as imagens, obtendo algo embaralhado com um objeto no meio, e o resultado era que o paciente não tomava consciência de que vira o objeto. O experimento se vale de um fenômeno chamado rivalidade binocular. É uma maneira de você fazer uma estimulação sensorial invisível. O objeto é visto, mas não de maneira consciente.


Noutro estudo, técnicas de ressonância magnética foram capazes de detectar ativação específica da via visual dorsal (responsável por detecção de imagens móveis) quando eram apresentados a um sujeito, de maneira muito rápida, imagens em movimento (p. ex., ferramentas); enquanto imagens paradas (p. ex., rostos) ativavam muito mais frequentemente a via visual ventral (responsável pela percepção de imagens estáticas e rostos). Os indivíduos diziam não ter visto as imagens, mas a ressonância indicou que seu cérebro foi corretamente ativado pelas imagens apresentadas. Tais estudos dão indícios que a percepção inconsciente (um fenômeno descrito por Freud) pode ser comprovada cientificamente e suscitar aí uma aproximação teórico-metodológica entre a psicanálise e as neurociências. 


Além do mais, não podemos dizer que Freud foi de todo contrário aos efeitos biológicos sobre o inconsciente e que ele era resistente a qualquer contribuição que a biologia poderia ter sobre a teoria psicanalítica. Por exemplo, Freud escreveu num texto de 1896, intitulado “A hereditariedade na etiologia das neuroses”, que “a opinião sobre o papel etiológico da hereditariedade das doenças nervosas deve decididamente basear-se num exame estatístico imparcial e não em petições de princípio” indicando a sua opinião original de os elementos biológicos devem ser considerados na descrição dos fenômenos psicológicos que descreveu ao longo de sua vida.  De fato, Freud acreditava que as mesmas causas específicas agindo num indivíduo saudável não produziam efeito patológico manifesto, ao passo que numa pessoa biologicamente predisposta provocavam a surgimento da neurose.



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CONHEÇA A IDADE DO SEU CÉREBRO  por  ALESSANDRO  -  11/10/2012  -  00:04

Este jogo (teste) japonês vai mostrar se seu cérebro é mais jovem ou mais velho do que o resto do seu corpo.
Como jogar:
  1. Clique aqui para acessar o jogo
  2. Quando abrir a página, tecle ’’start’’
  3. Aguarde pelo 3, 2, 1.
  4. Memorize a posição dos números e clique nos círculos, sempre do menor para o maior número, começando pelo ZERO, se ele estiver presente.
  5. No final do jogo, o computador vai dizer a idade do seu cérebro!


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COMO E PORQUE OCORRE O DÉJÀ VU  por  ALESSANDRO  -  14/6/2012  -  15:18

Todo mundo já sentiu um déjà vu. Certamente você já ouviu falar disso e, ao caminhar, fazer algo, ou simplesmente à-toa com amigos, assistindo a um filme, de repente você começa a perceber que aquela situação já foi vivida antes. Por algum motivo, você tem a certeza que já aconteceu, mas, estranhamente, não importa o quanto você se esforce, não pode prever o que vai acontecer alguns segundos depois ou mesmo saber como se iniciou aquela situação. Este tipo de fenômeno é conhecido por déjà vu, do francês "já visto". Em alguns casos, esta sensação pode ser intensa o suficiente para ser interpretada a luz de crenças fantasiosas ou irracionais. Por exemplo, no filme “Matrix”, explica-se estas situações como "falhas" no software que controla a matriz (uma espécie de software que rege a nossa suposta vida terrena) fazendo com que as pessoas vissem duas vezes a mesma coisa. Mas há uma explicação muito mais razoável, simples e plausível para este fenômeno.


Uma equipe de neurocientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) publicou um artigo que explica o mecanismo neural que pode estar por trás do fenômeno de déjà vu e que, entre outras coisas, permite-nos diferenciar lugares semelhantes, porém que diferem em algum aspecto. A equipe é liderada por Susumu Tonegawa, o mesmo que foi agraciado com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1987. Tonegawa e seus colegas acreditam que seu trabalho pode levar a novos tratamentos para distúrbios de confusão de memória, desorientação e que afetam muitos indivíduos, especialmente os idosos. Segundo o trabalho deles, parece que ao longo dos anos, o nosso cérebro sofre pequenos danos que criam problemas em distinguir entre lugares e experiências semelhantes.


Trabalhos anteriores sobre memória dão conta que a formação da memória ocorre em uma região do cérebro chamada de hipocampo. Susumu Tonegawa e seus colegas descobriram que três regiões específicas do hipocampo, chamadas de campos CA1 e CA3 e giro denteado, estão envolvidas em diferentes aspectos da aprendizagem e formação da memória. Tonegawa usou como exemplo a sensação de déjà vu que, ocasionalmente, o assalta quando está num aeroporto. De acordo com ele, o arranjo das portas, cadeiras, esteiras e outros objetos em cada aeroporto são muito semelhantes. Somente ao perceber as características originais de cada um, nosso cérebro é capaz de diferenciar um aeroporto de outro. Segundo o artigo, o giro denteado é crucial para o reconhecimento rápido e amplificação dessas pequenas diferenças que tornam um lugar único. Para testar sua teoria, os pesquisadores alteraram geneticamente camundongos para que o seu hipocampo se tornasse um pouco diferente.






Especificamente, aos ratos geneticamente modificados faltava um gene específico que leva ao desenvolvimento do giro denteado do hipocampo. Assim, bastaria comparar o comportamento dos camundongos normais com os modificados. Os autores planejaram um experimento em que dois conjuntos diferentes de camundongos, transgênicos e normais, foram colocados em dois ambientes semelhantes, mas não idênticos. Em um ambiente os animais foram submetidos a um choque elétrico, enquanto no outro não. Após vários dias de sessões de choque, os camundongos geneticamente modificados ficavam paralisados de medo em ambos os ambientes, embora em um deles nunca foram usados choques. Ou seja, estes camundongos não foram capazes de encontrar pequenas diferenças entre os ambientes e reconhecê-los. Os camundongos do grupo controle aprenderam a diferenciar rapidamente os ambientes em que levavam choques daqueles em não havia choque. Isso mostrou que os ratos geneticamente modificados tinham um déficit significativo em sua habilidade de reconhecer e distinguir dois contextos semelhantes, mas que diferiam em alguns aspectos.


Além disso, os pesquisadores foram capazes de traçar as vias de ativação cerebral eliciadas pelo reconhecimento de um lugar específico. Por exemplo, se você entra em um lugar que é semelhante o suficiente a um outro local em que já esteve antes, um novo grupo de neurônios é responsável por criar um “mapa" deste lugar. Como os lugares são muito semelhantes, o novo conjunto de neurónios parcialmente coincide com o grupo já existente e que foi ativado na ocasião de sua visita ao outro local no passado. Se ambos os conjuntos de neurônios se sobrepõem em determinadas maneiras, nós experimentamos um episódio de déjà vu. À medida que envelhecemos, ou sofremos um processo degenerativo, como o Alzheimer ou o Parkinson, o cérebro tem mais dificuldade para formar memórias únicas para cada lugar ou experiência, especialmente se eles se assemelharem. Isso resulta nas confusões comuns que afligem os idosos.



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ENTREVISTA PARA A REVISTA "VIVA UNIMED" ED. #06  por  ALESSANDRO  -  3/5/2012  -  13:23

Viva Unimed-Qual a importância de se ter hábitos saudáveis (alimentação balanceada,
praticar atividades físicas, ter horários definidos para lazer e estudo)?

AF-É fundamental a busca de hábitos saudáveis para um indivíduo ter uma boa
qualidade de vida. Estes não devem ser feitos esporadicamente, mas sim com frequência.
A adoção destes hábitos saudáveis já na infância tem por objetivo a manutenção
da saúde física e psicológica do jovem e do adulto, aumentando significativamente
a qualidade de vida.




Viva Unimed-Devemos estimular esses hábitos desde a infância aos filhos?

AF-Certamente que sim. Os
comportamentos que são aprendidos na infância tem maior probabilidade de
permanecerem como traços determinantes da conduta e da personalidade dos
adultos. As crianças muito jovens, em geral antes dos seis anos de idade, não
possuem ainda a capacidade de entender, por si só, conceitos como “certo” e
“errado” ou “bom” e “ruim”. Desta forma, é importante que condutas positivas e
de bons hábitos sejam logo cedo ensinadas às crianças. Pais e professores precisam
estar atentos a isso.




Viva Unimed-A escola tem papel fundamental? Ou pais e escola, em conjunto, tem esse
dever?

AF-Uma criança passa grande
parte de seu tempo na escola e é natural que o ambiente escolar, juntamente com
os pais, forneça condições para que a criança desenvolva o seu repertório
comportamental. A escola é o meio pelo qual a criança aprende não só o conteúdo
acadêmico, mas também condutas sociais e regras de convivência que serão
importantes durante toda a sua vida. Estudos demonstram que ações educativas e
promocionais de bons hábitos quanto à saúde e as regras de convivência feitos
nas escolas são responsáveis em geral pela melhoria da qualidade de vida dos
alunos. Os professores tem papel importante neste contexto. Para isso eles
devem trabalhar de forma interdisciplinar o tema com o conteúdo do currículo
escolar.


Viva Unimed-Como os pais podem auxiliar as crianças a serem conscientes?

AF-O mais importante são os
modelos de comportamento que os pais oferecem aos filhos e o reforço às
condutas positivas das crianças. Não adianta os pais ensinarem algo para os
filhos se não fazem aquilo que ensinam. Da mesma forma, se os pais querem que
certas condutas sejam frequentes, é necessário que haja condições adequadas que
estimulem tais atitudes. É importante, p. ex., disponibilizar alimentos
saudáveis em casa para que pais estimulem os filhos ao hábito da boa
alimentação. Além disso, os pais podem incutir na criança o interesse pela
forma de fazer os alimentos para desenvolver nela o interesse pela alimentação
balanceada. O elogio também é muito importante como forma de incentivo.


Viva Unimed-Qual o perfil de crianças conscientes?

AF-As crianças são desde
cedo questionadores natos. De um modo geral aprendem logo a perguntarem sobre
aquilo que não querem ou não gostam de fazer com o objetivo de buscar
justificativas para suas atitudes. Perguntas do tipo “porque eu tenho que comer
isso se eu não gosto?” ou “porque eu preciso ir para a escola?” demonstram que
as crianças estão sempre buscando razões para entender as imposições sociais e
porque isso às vezes se contrapõe ao seu desejo. As crianças conscientes
percebem rápido que nem sempre o desejo pessoal dela deve prevalecer, pois
disso depende um bem maior que nem sempre é obtido no curto prazo. Ou seja,
arrumar o quarto, ter uma alimentação saudável ou ter boas notas trazem
resultados no médio e longo prazo não só para elas, mas também para as pessoas
ao seu redor. Elas aprendem logo a importância de cultivar o bem comum ao invés
de somente satisfazer o seu desejo.


Viva Unimed-Qual a dica para fazer o filho arrumar o quarto, por exemplo? A melhor
forma seria o diálogo desde cedo?

AF-Para crianças muito pequenas o diálogo apenas,
embora importante, é insuficiente. Crianças muito jovens têm dificuldades de
memorizar ordens faladas, mas são muito boas para repetirem atitudes que veem. Assim,
é necessário que as atitudes sejam ensinadas com o modelo. Por exemplo, os pais
fazem e mostram como fazer e depois pedem os filhos para repetirem o que
aprenderam. É importante também que as crianças maiores sejam estimuladas a
ensinar aquilo que aprenderam aos irmãos mais novos. Isso cria um ambiente
propício à reprodução de hábitos desejáveis.





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EXISTE VIDA APÓS A VIDA?  por  ALESSANDRO  -  21/2/2012  -  16:51

No 50.000 anos de história humana na terra, jamais surgiu prova de que a morte não é o fim da linha, mas nunca deixamos de acreditar nessa possibilidade. Agora, a neurologia, a psicologia e a genética estão empenhadas em explicar porque essa crença é tão persistente.Veja reportagem completa clicando na imagem ou no link abaixo.



Link 1: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx?edicao=2256&pg=96

Link 2: http://www.alessandrofazolo.com/blog/public/upimages/Veja-2256-p98-104.pdf

"O pensamento sobrenatural (místico ou religioso) no adulto é o resíduo dos erros conceituais da infância que não foram devidamente eliminados" - Bruce Hood, psicólogo canadense.

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EVOLUÇÃO  por  ALESSANDRO  -  10/2/2012  -  20:58

Computadores X Seres humanos

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SE O MUNDO NÃO ACABAR...  por  ALESSANDRO  -  2/1/2012  -  00:43

Num momento de lucidez, os políticos do Rio de Janeiro preferiram, ao invés da panfletagem de sempre, unir poesia e criatividade para fazer uma campanha de fim de ano de 2011.

Abaixo a campanha de fim de ano do Estado do Rio de Janeiro:




O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente
É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer
O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

Ouça abaixo a música de Nelson Cavaquinho na voz do próprio.



Feliz 2012!!!


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USP: O DIREITO É DE QUEM?  por  ALESSANDRO  -  10/11/2011  -  16:51

No dia 18 de maio deste ano o estudante de Economia da FEA (Faculdade de Economia e Administração da USP) Felipe de Ramos Paiva foi morto durante uma tentativa de assalto na Cidade Universitária, em São Paulo. Um dos fatores que contribuiu para essa tragédia foi a ausência de um policiamento ostensivo dentro do campus, que até então era feito apenas pela Guarda do Campus que tem uma quantidade pequena de homens e isso tornava aquela região um local propício para a ação de bandidos.

O resultado direto dessa tragédia foi o aumento da presença de policiais militares no campus, uma reivindicação antiga. 

Entretanto, os policiais começaram a incomodar alguns, digamos alunos, que se acharam no direito de fazer prevalecer a sua vontade de manter a policia longe em nome de uma tal "coletividade" que segundo falam é a vontade da maioria. 

Maconheiros da USP

Dessa forma esses estudantes resolveram invadir a reitoria em protesto para que a Polícia Militar fosse mantida fora do campus, contrariando assim uma questão de segurança que é de todos. 

Ora a USP possui um total aproximado de 90.000 alunos que frequentam todos os seus campi espalhados pelo estado de São Paulo. Só na Cidade Universitária devem frequentar cerca de 30.000 alunos. Os alunos baderneiros que invadiram a reitoria eram cerca de 70 e diziam representar o direito da coletividade! 

O que torna tudo engraçado é que a atitude de protesto só ocorreu depois que dois alunos foram presos fumando maconha dentro do campus. Parece que a repressão a este hábito de tornou frequente depois que a policia se tornou mais presente e isso incomodou usuários e vendedores de drogas.

Com a palavra a mãe de Felipe: "Vi ontem uma mãe na delegacia chorando porque o filho estava preso, mas ele foi preso porque escolheu. Esses alunos, esses pais, parecem não ter noção do que é chorar por ter perdido um filho. Talvez, se tivesse policiamento, o meu Felipe não teria sido morto com um tiro na cabeça".

"Arrumaram quase R$ 40 mil para tirar da cadeia alunos que não queriam nem sair, enquanto faz seis meses que meu filho morreu e nunca ninguém de sindicato ou da USP deu sequer um telefonema para nós."

Acho que a atitude de risco alguns não deve ir contra o direito de todos de ter segurança. E o pior mascarado por ’ideologias questionáveis". Fica aí a dica de como alguns valores, até mesmo institucionais, estão mesmo subvertidos.

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"FALTA AO BRASIL COMPETÊNCIA, E NÃO AUTO-ESTIMA"  por  ALESSANDRO  -  6/9/2011  -  10:31

A entrevista que segue abaixo é de 2005 e foi publicada na Istoé. Já foi replicada em alguns blogs por aí, mas vale a pena reproduzi-la novamente para podermos repensar alguns valores.

(Istoé 19/10/2005 – Por Camilo Vannuchi)

Roberto Shinyashiki, 53 anos, é psiquiatra e psicoterapeuta

“Cuidado com os burros motivados”

ISTOÉ – Quem são os heróis de verdade?

Roberto Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão
de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?

Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?

Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?

Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ - Há um script estabelecido?

Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe
quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ - Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?

Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?

Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B . B . King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?

Shinyashiki - Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.

Fonte: www.istoe.com.br

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SERÁ QUE O GOOGLE + VAI VALER A PENA?  por  ALESSANDRO  -  23/7/2011  -  21:05

Fui convidado para o Google Plus...



Será que vale a pena?


Obrigado ao Felipe Bigesca.


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CENAS DO COTIDIANO CARIOCA  por  ALESSANDRO  -  16/7/2011  -  17:14

Veja a imagem abaixo e tente apontar o que está errado. Ela mostra uma cena que está cada vez mais comum no Rio de Janeiro. Aconteceu na quarta passada no bairro da Tijuca. Um artefato explosivo encontrado na Rua Mariz e Barros, próximo ao número 680, foi detonado pelo esquadrão anti-bombas, o CORE.



Segundo o inspetor Helison Brito, do Esquadrão Anti-bombas, os estilhaços do artefato, composto de pólvora e corpo de alumínio, poderiam causar lesões em pessoas numa distância de 15 metros. Para detonar a granada, os policiais cercaram o artefato com sacos de areia e ele foi acionado através de um pavio. A ação dos policiais foi acompanhada por muitos curiosos, incluindo alunos de uma escola próxima.

Se a bomba detonasse no exato momento em que essa foto foi tirada, muitas pessoas poderiam se machucar com os estilhaços que voariam longe. O policial "extremamente preparado" ali do lado talvez nem sobreviveria. Pergunta: qual o sentido de se ter um membro do esquadrão anti-bombas com o todo o equipamento de segurança necessário para uma situação como essas, se ali do lado tem um incompetente que pode tornar a situação um risco de vida? Além disso, se a bomba poderia causar estragos a 15 metros de distância o que fazem os curiosos tão perto?

Pronto, a piada está aí. Coisas que só acontecem no Brasil. Ou melhor, no Rio de Janeiro.

Leia mais sobre esse assunto em aqui.

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OBAMA 1 X 0 OSAMA  por  ALESSANDRO  -  3/5/2011  -  17:29



Via O Globo.

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DVD DA SEMANA: SOLITARY MAN  por  ALESSANDRO  -  17/4/2011  -  20:14

Uma história trágica de como o destino de alguém muda, para o bem ou não, por meio de seus pequenos condicionamentos e como é difícil escapar daquilo que realmente somos.

Foi lançado em DVD com o péssimo título de "O solterão".



E, de bônus uma bonita trilha de abertura na voz de Johnny Cash.

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INVENTÁRIO DE DEPRESSÃO DE BECK [BECK DEPRESSION INVENTORY –BDI (BECK ET AL., 1961)]  por  ALESSANDRO  -  9/4/2011  -  21:08

O Inventário de Depressão de Beck (Beck Depression Inventory, BDI; Beck at al., 1961) é uma escala de auto-avaliação amplamente utilizada na clínica e em pesquisa. Não é um instrumento diagnóstico por si só, sendo utilizado como complemento da avaliação clínica ( * ) de pacientes já diagnosticados com depressão. Os itens do inventário referem-se à tristeza, pessimismo, sensação de fracasso, falta de satisfação, sentimento de culpa, sensação de punição, autodepreciação, auto-acusação, idéias suicidas, crises de choro, irritabilidade, retração social, indecisão, distorção da imagem corporal, inibição para o trabalho, distúrbio do sono, fadiga, perda do apetite, perda de peso, preocupação somática e diminuição da libido.
Os critérios de corte para os diferentes níveis de depressão sugeridos no BDI são os seguintes:
1) recomendado pelo "Center for Cognitive Therapy" (Beck at al., 1988) para pacientes previamente diagnosticados por avaliação clínica ( * ): <10 = sem depressão ou depressão mínima; 10-18 = depressão leve a moderada; 19-29 = depressão moderada a grave; 30-63 = depressão grave.
2) Para pacientes não diagnosticados por meio de avaliação clínica: <15 = normal; 15-20 = disforia; >20 = depressão leve a moderada.

( * ) Entrevista realizada por psicólogo e/ou psiquiatra.

Referências Bibliográficas
Beck, AT; Ward, CH; Mendelson, M; Mock, J; Erbaugh, G. An inventory for measuring depression. Arch Gen Psychiatry; 4: 53-63, 1961.
Beck, AT; Steer, RA; Garbin, MG. Psychometric properties of the Beck Depression Inventory: twenty-five years of evaluation. Clin Psychol Rev; 8: 77-100, 1988.
Gorestein, C; Andrade, LHSG; Zuardi, AW. Escalas de avaliação clínica em psiquiatria e psicofarmacologia. Lemos-Editorial: São Paulo, 2000.

Faça o teste

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AVALIE SEU ESTADO ATENCIONAL COM O TESTE DE STROOP  por  ALESSANDRO  -  9/4/2011  -  21:10

O Teste de Stroop, foi desenvolvido por J. Ridley Stroop em 1935, com o objetivo de avaliar o processo de automatização da leitura. Descobriu-se, mais tarde, que a tarefa poderia indicar a presença de comprometimentos pré-frontais, sempre que o indivíduo apresentasse uma dificuldade para inibir respostas previamente aprendidas, o chamado "efeito Stroop". Eis a tarefa proposta pelo teste: nomeie as cores das seguintes palavras. NãO as palavras. Ou seja diga quais são as cores das palavras. No exemplo abaixo, para a palavra "azul", você deverá dizer "vermelho". Mencione as cores o mais rápido que você puder. Pode parecer fácil, mas não é!









De um modo geral, as palavras exercem uma forte interferência na abilidade de dizer a cor. Assim, a interferência entre as diferentes informações (o que a palavra diz e a cor da palavra) que são simultaneamente processadas pelo cérebro causam um conflito. Existem duas teorias que tentam explicar o "Efeito Stroop":

1)Teoria da Velocidade do Processamento: a interferência ocorre porque as palavras são lidas mais rapidamente do que as cores são nomeadas.

2)Teoria da Atenção Seletiva: a interferência ocorre porque a nomeação de cores requer mais atenção do que ler palavras. Geralmente este teste é mais fácil de ser realizado por crianças mais jovens do que crianças em estágios de escolarização mais avançados ou mesmo para os adultos. Isso porque quanto mais alfabetizada é a pessoa maior a tendência em se usar a leitura na realização do teste. Existem evidências de que a área cingulada anterior está ativa durante a realizaçãoo do Teste de Stroop.

Na versão online que disponibilizamos aqui você deverá ficar atento para os seguintes aspectos:
  • marcar as pranchas que produziram erros;
  • qual a relação de cores que causou a maior quantidade de erros. Anote o número de erros;
  • que categoria das pranchas induziu o maior número de erros: a cor do fundo, a palavra ou a cor da palavra. Anote o número de erros;
  • qual cor motivou mais erros. Considere todas as cores da prancha (fundo, cor da palavra e palavra). Anote o número de erros;
  • marque o tempo que a pessoa levou para fazer o teste;
  • anote o grau de escolaridade da pessoa;
  • a pessoa avaliada tem dois segundos para responder cada prancha.
Clique aqui e faça agora o teste. Faça o download do gabarito para a correção do teste. O teste deve ser feito no modo de "Apresentação de slides". No gabarito você verá as instruções de como proceder para efetuar a correção.

É bom lembrar que os resultados individuais não servem para fins de diagnóstico uma vez que é necessário obter uma validação estatística para a aplicação em grupos específicos de pessoas.
A referência original para o artigo de Stroop é Stroop, J. Ridley . (1935). Studies of interference in serial verbal reactions . Journal of Experimental Psychology , 18 , 643-662. [The "gold standard" in studies of automatic cognitive processing.]

Atenção: As apresentações estão no formato .ppt de forma que você precisará ter o Microsoft Powerpoint para a sua visualização. Para a navegação siga estes procedimentos:
  • clique no botão "Estrutura de Tópicos" para visualizar/ocultar as tabulações
  • utilize as setas à esquerda ou direita para mudar os slides
  • para a visualização dos slides em tela interia clique em "Apresentação de slides"
  • Pressione ESC para cancelar.

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SOFTWARES PARA PSICOLOGIA   por  ALESSANDRO  -  13/4/2011  -  12:03

O material listado abaixo está disponível na web e é composto pela colet&acirc;nea de programas que poderão ser úteis para os psicólogos.


A Torre de Hanoi - Jean Piaget

Jogo de origem oriental cujo objetivo é deslocar uma série de discos com o menor número de movimentos possível.

idioma: Português do Brasil

tamanho do programa: 160 KB


Anxiety Diary 1.0

Sistema eletr&ocirc;nico destinado a manter um diário de saúde mental da pessoa. Pode ser usado para registar eventos diários, compromissos, monitorizar a terapia, manter um registo da medicação e observar o processo de recuperação.

idioma: Inglês

tamanho do programa: n/a


Cadastro de clientes ( Ricardo C. Zímmerl’ ) 2.2

Software prático e facilmente adaptável às suas necessidades. Pode armazenar grande quantidade de fichas de clientes na sua base de dados.

idioma: Português do Brasil

tamanho do programa: 2,17 MB


CESD-R Depression Screening 1.1

Programa de avaliação da depressão, com cotação baseada no DSM-IV e apresentação gráfica do diagnóstico.

idioma: Inglês

tamanho do programa: 4.03 MB


CIC - Controle Integrado p/ Consultório Professional

Com o CIC tem disponível o histórico de todos os atendimentos, agenda com calendário, relatórios, etc.

idioma: Português do Brasil

tamanho do programa: 3,34 MB


Dr. Abuse

Programa de Inteligência Artificial - robot com quem se pode manter uma conversa ou mesmo fazer terapia (atenção: não substitui um terapeuta).

idioma: Espanhol

tamanho do programa: 0,8 MB


Insight

Programa de gestão de consultas psicológicas, bem como da própria clínica. Seções: tarefas administrativas, gestão de pacientes, contabilidade e ferramentas

idioma: Espanhol

tamanho do programa: n/a


Microsoft OneNote - Tutorial

Um programa extremamente útil que lhe permite substituir o seu bloco de notas e organizar a sua informação, seja você um estudante ou um profissional.

idioma: Inglês

tamanho do programa: n.a.


Microsoft OneNote 2003 - Trial Version

Um programa extremamente útil que lhe permite substituir o seu bloco de notas e organizar a sua informação, seja você um estudante ou um profissional.

idioma: Português, Inglês, Francês ou Espanhol

tamanho do programa: 80 MB


OpenStat

Programa de análise de dados estatísticos de especial interesse para estudantes e profissionais das ciências sociais e psicologia

idioma: Inglês

tamanho do programa: n/a


Phobias

Coleção para conhecer as fobias e suas causas.

idioma: Inglês

tamanho do programa: 53 KB


Preventing Migraine Headaches, Depression, Insomnia, and Bipolar Syndrome 2003

Guia para prevenção de dores de cabeça, depressão, ins&ocirc;nia e trantorno bipolar.

idioma: Inglês

tamanho do programa: 19 KB


Psych/Lab

O software Psych/Lab (TM) permite acessar versões de experimentos clássicos da Psicologia Experimental e Cognitiva

idioma: Inglês

tamanho do programa: 3.0 MB


PsychoQuotes v1.0

Contém citações de Freud, Adler, Jung etc ...

idioma: Inglês

tamanho do programa: 6 KB


This and That on Psychology

Coleção de fatos interessantes sobre a psicologia humana.

idioma: Inglês

tamanho do programa: 51 KB

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CAPA DA VEJA EM MAIO DE 1888  por  ALESSANDRO  -  22/10/2010  -  22:18

Como seria a capa da Veja em maio de 1888?



Aproveite e entenda o que é PIG. Pois é...

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO? DE QUEM?  por  ALESSANDRO  -  10/10/2010  -  14:21

Divulgando e-mail recebido do CFP (Conselho Federal de Psicologia):

"CFP repudia demissão da psicóloga Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S.Paulo

No dia 2 de outubro de 2010, a psicanalista e psicóloga Maria Rita Kehl, colunista do jornal O Estado de S. Paulo publicou artigo intitulado “Dois pesos” no qual questionou a desqualificação do voto da população pobre e fez comentários sobre o programa Bolsa Família, do governo Lula. O texto gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias e culminou com a demissão da colunista no dia 6 de outubro. Segundo ela, a justificativa dada pelo jornal foi que Maria Rita cometeu um “delito” de opinião.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) repudia a demissão de Kehl, solidariza-se a ela e externa preocupação com a atitude do Estadão que, ao demitir uma articulista que se posiciona de maneira contrária ao discurso do jornal, fere o direito à liberdade de expressão e de pensamento. Ou não é para garantir a diversidade de opiniões que os jornais, além de editoriais, publicam artigos?

A grande mídia tem acusado o governo de cercear a liberdade de expressão e o Estadão há meses questiona um processo de censura. Entretanto, a demissão da colunista expõe a fissura entre o discurso da mídia que se diz ameaçada em sua liberdade de expressão e suas práticas cotidianas, restritivas à liberdade de opinião.
"

Leia o artigo aqui ou aqui.

E veja o outro lado da história.

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KISS MY GLASS (2)  por  ALESSANDRO  -  7/10/2010  -  11:03

Depois de uma cervejinha, que tal experimentar uma comidinha brasileira?



Até os gringos se renderam a ela...

Não entendeu? Veja aqui.

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MAIS UMA...  por  ALESSANDRO  -  4/10/2010  -  17:44

Mais uma do Simon’s Cat:



Veja mais em www.simonscat.com

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